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Informática: custo ou receita? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dilermando Piva Jr   

O processo de informatização das empresas e seus responsáveis, incluindo diretores e gerentes de informática, consultores e provedores de hardware, software e serviços, são tratados como "mais um  fator de custo na empresa".
Além desse primeiro "pré-conceito" que ronda os processos de informatização, existe um outro que é a redução de pessoas.
Estas interpretações ainda sem uma base estrutural adequada, são provenientes de uma má interpretação dessa nova realidade que nos envolve: a sociedade da informação.


Em uma recente pesquisa realizada pela Associação Americana de Administração, foi apontado que menos de 50% das empresas que fizeram cortes de pessoal desde 1990 registraram lucros maiores nos anos seguintes, e que um número ainda menor dessas empresas obteve aumento real da produtividade.
Outra pesquisa da consultoria Monitor, de Massachusetts, revelou que 90% das empresas que melhoraram seu desempenho nos últimos dez anos, tiveram estruturas organizacionais estáveis e tinham executado reorganizações pouco radicais.
O poder já passou por muitas mãos: na época das cavernas, o poder estava com aqueles que detinham os implementos de caça, depois passou para aqueles que detinham grandes quantidades de terra produtiva, deslocando-se logo em seguida para aqueles que detinham ou exploravam os recursos naturais. Em tempos mais recentes, passou para aqueles que detinham o processo industrial, e depois de duas guerras, trocou de mão novamente, indo para a área financeira. Agora estamos novamente num período de transição. Estamos entrando na era do poder da informação.
Esta transformação é inevitável e observamos seus reflexos nos novos perfis exigidos. O executivo moderno que não tem familiaridade com a poderosa ferramenta chamada microcomputador, não tem mais lugar na nova cultura organizacional.
Não há dúvida a respeito da importância da informática na vida do executivo. Mas a recíproca é mais significativa ainda: O homem dá vida e significado à máquina. O elemento humano é a principal força para alcançar o desenvolvimento organizacional e o principal ativo da empresa a ser preservado, valorizado e desenvolvido.
Nesta mesma linha de raciocínio, há todo um significado para todas estas máquinas que nos rodeiam. Imaginar como seria as empresas e o grau de competitividade sem um determinado sistema que já foi implantado ou o será, é um grande exercício para medirmos o grau de importância do processo de informatização.
Quem defende a tese de que a informática é apenas um fator de custo, está defendendo o atraso da empresa e consequentemente do país,  esquecendo-se ainda que as novas tecnologias e a Internet permitem que países e empresas menores possam concorrer em grau de igualdade com os gigantes internacionais.
Assim, antes de dizer não a uma nova tecnologia ou a um novo produto, deve-se analisar o impacto estratégico no ambiente de atuação da empresa. Aqui o lucro constitui uma variável que muitas vezes não tem significado quantitativo.