n w    w w w w

baner
Voce esta aqui:   Home Educação & Sociedade Ensino Superior O Futuro da Tecnologia Educacional
large small default
O Futuro da Tecnologia Educacional PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dilermando Piva Jr   

É muito difícil falarmos sobre o futuro. Não só por ser impossível o prevermos (com exatidão), mas, principalmente, por estarmos tratando de algo muito dinâmico: a tecnologia.
Para se ter uma idéia dessa dificuldade, voltemos 10 anos no tempo. Em 1988 muito pouco se falava da tecnologia como a conhecemos hoje. Telefones celulares, notebooks, computadores com recursos multimídia, CD-ROM, Internet (principalmente a WWW), inexistiam ou estavam nos principais laboratórios de pesquisa ou nas mãos de poucas pessoas.

Se pensarmos assim, e levarmos em consideração que dez anos é um período de tempo bastante curto e que a velocidade de produção de novos produtos e tecnologias está ficando cada vez maior concluiremos que as novas tecnologias que a sociedade estará utilizando daqui dez ou quinze anos ainda está em testes nos principais centros de pesquisa ou ainda nem foi inventada.
Dessa forma, o máximo que podemos fazer é, com base nas tecnologias atuais e verificando as tendências sociais, econômicas e tecnológicas, fomentarmos em alto nível perspectivas e esperanças de mudança
Assim, em nossa opinião, a tecnologia auxiliará o sistema educacional, principalmente os professores, na produção de materiais educacionais, possibilitando a criação de produtos "taylor made", ou seja "feitos sob medida", respeitando as diferenças e tempos de aprendizagem dos alunos.
Note que os computadores, ou qualquer outra tecnologia, não mudarão a educação. Eles apenas mudarão a sociedade. A educação se adaptará à sociedade.
Em contrapartida, a lentidão do sistema educacional em adotar posturas modernas, reflete o conservadorismo da grande maioria das instituições e dirigentes do ensino. Esses líderes, enquanto grupo, além da idade bem acima da do trabalhador médio, refletem um grande desconforto e apreensão a tudo que é novo.
No futuro, os padrões educacionais continuarão basicamente os mesmos: os alunos terão salas de aulas, assistirão as aulas, farão perguntas aos professores, discutirão assuntos e farão trabalhos em grupo, terão lições de casa e terão aulas práticas.
Entretanto, os instrumentos irão mudar. Por exemplo: a lousa como a conhecemos hoje não mais existirá. Será uma "lousa eletrônica", ligada em rede com todos os computadores pessoais dos alunos (isso mesmo, todos os alunos terão computadores portáteis. Eles substituirão os cadernos de hoje), não havendo mais a necessidade de copiar matéria da lousa. Gradativamente, a língua escrita será substituída pela língua impressa (produzida, principalmente pelo computador).
Mais e mais paradigmas serão quebrados. A sociedade ser tornará cada vez mais dinâmica, mutante e veloz.
Por contrapartida, o ser humano será cada vez mais o centro das atenções. O fator humano tomará a primeira posição no planejamento de todas as empresas e setores de atividades. Se valorizará cada vez mais a capacidade de relacionamento, a criatividade e o espírito empreendedor das pessoas. A noção de empregos como temos hoje inexistirá.
E o centro de tudo isto será a Educação, pois ela é a responsável, não só pela formação dos futuros cidadãos, mas também de toda uma dinâmica social. E é sempre bom lembrarmos que a Educação não começa na Escola, mas sim na Família. Dessa forma, a figura mais importante de todo este processo será a estrutura básica da sociedade, centrada, principalmente, na figura dos pais.