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Os Avanços Tecnológicos e a Educação PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dilermando Piva Jr   

Os anos se passam e poucas mudanças acontecem na Educação. Existe até uma brincadeira: se transportássemos uma pessoa que vivesse na Europa por volta do ano de 1500 para os nossos dias, o lugar mais confortável que ela poderia encontrar seria a "sala de aula". Isto porque as mudanças quase inexistiram neste local.
É incrível como as mudanças na sociedade não se refletem na Escola. Palavras como globalização, avanços tecnológicos, qualidade, foco no cliente, reengenharia, entre outras, não fazem parte do dia a dia da maioria das escolas.
Vivemos tempos de fantásticas mudanças e as escolas se comportam como grandes dinossauros.

Por outro lado, é certo que a informação trazida pelos avanços tecnológicos, principalmente os computadores, não irão resolver os graves problemas que muitas escolas enfrentam atualmente, como violência, drogas, altas taxas de evasão, professores mais preocupados com a sobrevivência do que com a educação e estudantes esquivando-se de bandidos no caminho pela escola.  Antes de preocuparmos em oferecer uma nova tecnologia, temos que resolver os problemas fundamentais.
Quando entramos nas escolas de ensino fundamental, principalmente as públicas, nos deparamos com professores desanimados, sem tempo, correndo de um lado para o outro, preocupados com as contas à pagar e não com a educação ou planejamento de aulas, e, completamente, insatisfeitos com o salário.
Como podem estes professores oferecerem uma boa educação para nossas crianças? Uma educação com amor, em ter prazer em ensinar e proporcionar prazer ao aluno, em aprender.
Não se trata, apenas, de uma questão elementar de justiça. O sistema educacional brasileiro, simplesmente não faz sentido do ponto de vista econômico. As dezenas de milhões de brasileiros desprovidos de educação não têm (nem terão) chances reais de obter renda, não consomem mais do que produtos básicos, não pagam impostos, não produzem riquezas (produtos ou serviços), não estão aptos a ser empregados num número crescente de atividades.
As próprias empresas têm que entender que a Educação não se trata, simplesmente, de uma questão filantrópica. Ou os empresários se engajam na melhoria do ensino ou terão de se conformar com um nível baixo de competitividade. Afinal, os "sem terras" de hoje, serão os "sem computadores" de amanhã!