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Basta! Eu quero aprender o que eu quero. PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dilermando Piva Jr   

Para Pierre Levy, filósofo Francês, cada novo sistema de comunicação fabrica seus excluídos. Não havia iletrados antes da invenção da escrita. A impressão e a televisão introduziram a divisão entre aqueles que publicam ou estão na mídia e os outros. Pouco mais de 20% dos seres humanos possuem um telefone. Nenhum desses fatos constitui um argumento sério contra a escrita, a impressão, a televisão ou o telefone.
O fato de que haja analfabetos ou pessoas sem telefone não nos leva a condenar a escrita ou as telecomunicações -- pelo contrário, somos estimulados a desenvolver a educação primaria e a estender as redes telefônicas.

Assim, é dessa forma que devemos pensar quanto a introdução dos computadores em nossa sociedade e em nossas vidas, principalmente, com o avanço da Internet.
Antes, não haviam pessoas sem acesso às redes de informação, e não é por isso que devemos parar o desenvolvimento das mesmas. Muito pelo contrário. Devemos cada vez mais fomentar e expandir sua utilização.
A introdução dos computadores em sala de aula é de fundamental importância para o nosso futuro, tanto educadores, quanto cidadãos.
Essa ênfase na tecnologia, cada vez mais presente em nosso dia-a-dia, começa a quebrar alguns paradigmas.
No caso do ensino tradicional, preso no paradigma magistrocêntrico, que privilegia o ensino, os conteúdos pre-determinados (currículos), o professor, etc. está com seus dias contados.  
Entra em cena o paradigma matetocêntrico, que privilegia a aprendizagem, e, portanto, o papel do aprendente na sua própria educação -- em interação com os outros, com a natureza, e com os bens culturais (cada vez mais disponíveis na Internet). Assim, eu aprendo o que eu quero.
Aprendendo o que, onde, quando se quer aprender, nosso aprendente terá mais vontade, um maior estímulo em aprender, e, consequentemente, uma melhora significativa na sua qualidade e quantidade de aprendizado.  Apenas conseguiremos isso com um incremento da utilização dessas novas tecnologias, principalmente a Internet, em nossas vidas.
É até engraçado, mas, a mesma tecnologia que provoca, num primeiro momento, a exclusão, será a solução para, se não eliminá-la, ao menos reduzí-la.