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Novas Tecnologias em Educação PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dilermando Piva Jr   

Os computadores estão cada vez mais sofisticados, mas também mais e mais baratos e fáceis de usar e transportar. Por outro lado, as novas tecnologias estão cada vez mais presentes e difundidas na sociedade e são usadas em muitas áreas, todos os dias.  Entretanto, o desenvolvimento de novas tecnologias em educação não é tão ampla quanto o esperado.
Por que então, a tecnologia está tão subutilizada na educação?

Segundo Bernard Cornu, do Intitut Universitaire de Formation des Maîtres, na França, existem basicamente duas razões: generalizacão e integração.
Muitos esforços foram despendidos para o desenvolvimento de hardware e software voltados à educação. Muitos experimentos e pesquisas interessantes sobre os computadores na educação foram desenvolvidas. Mas computadores nas escolas são usados apenas por alguns professores, os mais entusiastas, aqueles que despendem horas e horas, noites e finais de semana, na tentativa de incorporar o uso do computador em suas aulas. Assim, generalização tem o significado da massificação do uso dessas novas tecnologias para todos os professores.
As novas tecnologias são muitas vezes apenas adicionadas a outros tópicos nas escolas. Cursos de informática são adicionados ao currículo, uma sala de computação é adicionada junto com as outras salas nas escolas,  um capítulo falando sobre as novas tecnologias é adicionado aos livros escolares, atividades nos computadores são adicionadas nas atividades das diversas classes. Mas isso é encarado como "consumidores de tempo", levando a maioria dos professores a espremerem o resto do currículo no tempo remanescente. Assim, a integração dessas novas tecnologias deve ser clara e objetiva, não apenas adicionada. A integração deve existir nas matérias, no ensino, no aprendizado, na escola e na profissão do professor.
Integração segundo alguns dicionários nada mais é do que "combinar partes em um todo", ou "a incorporação de novos elementos em um sistema", ou ainda, " coordenação das atividades de muitos organismos, para um trabalho harmonioso". Integração também é freqüentemente utilizado no sentido de oposição a segregação, trazendo todos em um patamar de igualdade dentro da sociedade.
Muito de nós temos em nossas casas um rádio, uma televisão, um gravador, um  vídeo. Todos esses aparelhos são, geralmente, distintos. De forma cada vez maior, nos os conectamos com uma enorme quantidade de fios. Esta é a primeira etapa da integração. E provavelmente, todos esses objetos um dia serão integrados em um único aparelho. Mas essa integração não significa que as novas tecnologias estarão integradas na sociedade. Isso é a próxima etapa.
As novas tecnologias estarão integradas na sociedade quando elas não forem ferramentas suplementares, agregada ao que existiu antes, mas sim quando elas tomarem o lugar e se tornarem naturais e "invisíveis".  São exemplos disso: o telefone, a televisão e as calculadoras de bolso.
Novas tecnologias estão sendo integradas nas disciplinas e, cada vez mais, disciplinas estão sendo influenciadas pelas novas tecnologias. Novas tecnologias provêm ferramentas para lecionar. Uma pedagogia integrada usa as novas tecnologias como um componente fundamental. Não é suficiente integrar as novas tecnologias na pedagogia: elas devem conceber além de uma pedagogia integrada, novos métodos  e ferramentas pedagógicas integradas.
Novas tecnologias implicarão em novas competências para lecionar, mas também tornaram as competências tradicionais mais necessárias, mais ligadas umas nas outras e mais integradas.
Entretanto, conhecimento e pedagogia devem ser integradas para construir as habilidades profissionais do futuro professor. Dessa forma, o treinamento dos professores torna-se o ponto chave dessa mudança.