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Comunicação: um bicho de sete cabeças? PDF Imprimir E-mail
Qui, 25 de Março de 2010 11:14

Há quem diga que comunicação é um processo complexo, um verdadeiro bicho de sete cabeças. Sem analisar o cunho aparentemente pejorativo da afirmação acima, prefiro acreditar que um dos grandes desafios a ser enfrentado, quando o assunto é comunicação corporativa, refere-se exatamente à profissionalização que o tema exige. Em especial, das organizações empresariais.


Nesses 20 anos de exercício de minhas funções, o que mais observo são as pessoas que, mesmo desejosas das melhores intenções, interrompem o planejamento do processo de comunicação para expressar opiniões desmedidas, sem embasamento técnico. “Por que não faz assim?”. “Eu faço anúncio lá... ele tem que publicar a notícia”. “Escreve de qualquer jeito. O importante é o conteúdo” são apenas algumas das mais impensáveis frases que já ouvi de meus clientes. E são clientes com grande conhecimento técnico... em suas respectivas áreas. Mas, de comunicação, deixam a desejar.
Mas é uma árdua tarefa explicar para o seu assessorado que suas frases são fruto da insensatez ou impulsividade. Muitas vezes, durante reuniões de trabalho preparativas para as ações comunicativas da empresa, os presentes demonstram que fazer comunicação é uma tarefa fácil e apresentam soluções simplistas, quase mágicas. Se o produto ou a mensagem não for de interesse do público, pouco ou quase nada pode ser feito.
Alcançar o sucesso do processo de comunicação organizacional é, antes de tudo, um ato contínuo e que deve ser constantemente revisado. A comunicação empresarial não é um bicho de sete cabeças. Ao contrário do que alguns imaginam, fazer uma boa comunicação necessita de conhecimento teórico, técnico e prático.
É preciso entender que no processo de comunicação – isso mesmo, a comunicação não é estática ou finita – há sete elementos essenciais que são estudados pelos profissionais da área, como jornalistas, relações públicas, publicitários etc. Esses elementos (emissor, receptor, canal, mensagem, código, ruído e retorno) permitem diferentes análises que podem ser dimensionadas por esses estudiosos. Uma mesma empresa transmite mensagens diferentes, para públicos diferentes, por canais diferentes. Ou seja, cada situação exige a adoção de novos parâmetros. A mesma solução, aplicada numa outra ocasião, necessariamente não será a melhor saída para os novos problemas.
Fazer comunicação é se fazer entender; é ter a certeza que o público tenha se interessado e compreendido a mensagem que se quis transmitir. Palpiteiros todos podem ser. Mas, assim como não devemos tomar medicamentos indicados por quem não é do ramo ou construir uma casa sem seguir as normas técnicas, em comunicação também não se deve dedicar a marca e a imagem de sua empresa aos aventureiros de plantão, interessados apenas em angariar fundos para os próprios bolsos. 
Profissionais de comunicação fazem parte da categoria de técnicos capazes de estudar as relações humanas, de perceber as diferenças – mesmo que mínimas, mas extremamente importantes – para planejar a melhor solução de comunicação de sua empresa. Vamos lutar contra o bicho de sete cabeças - que alguns fazem crer que existe. Basta, apenas, acreditar no profissionalismo de quem se dedica ao conhecimento do ser humano e suas relações. Inclusive com as organizações públicas ou privadas. Aproveite as cabeças para pensar... e planeje o melhor para sua empresa.