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Ensinando truque novo a cachorro velho! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Geraldo Gonçalves Jr.   
Eu sei! Esta não é a forma certa do ditado que todos conhecemos e utilizamos para justificar o nosso imobilismo perante as mudanças no mundo.
Ainda me lembro bem da primeira vez em que, junto com outros profissionais, participei de um trabalho de consultoria empresarial. Após alguns dias de trabalho junto com a direção e a gerência, que nos haviam contatado, foi marcada uma reunião com o dono, e presidente da empresa, para que pudéssemos apresentar nosso diagnóstico e plano de trabalho. Não que ela estivesse com graves problemas, mas havia muitas possibilidades de melhorias estratégicas e operacionais, desde que uma série de mudanças fossem implementadas. Durante o encontro coube a mim apresentar os resultados. E, apesar do tempo, ainda consigo ouvir as palavras que me foram ditas ao final da apresentação: “Meu filho! Provavelmente antes de você nascer eu já ganhava dinheiro com esta empresa. E não vão ser vocês que irão me ensinar coisas novas agora. Vamos continuar fazendo como sempre deu certo.”
De lá para cá tenho ouvido muito esta frase. Talvez não com as mesmas palavras. Muitas vezes não tão direto. Outras de forma muito sutil, onde o discurso diz uma coisa e a prática mostra outra. Nem sempre partindo apenas do dono. Muitas vezes dos funcionários, que “fazem de conta” que apóiam as novas orientações recebidas.
Acredito que ser “cachorro velho” ( no sentido figurado, por favor .... )  é antes um estado de espírito do que uma idade determinada. É acreditar que as coisas seguem um curso natural e uma vez que eu tenha encontrado este “rio” ( o sucesso em um determinado momento da vida.... ) é só deixar que a correnteza continuará nos levando indefinidamente.
E todos, em algum momento do dia ( talvez até mesmo agora, enquanto estiver lendo este artigo...), temos um pouco de  “cachorro velho” em nossas atitudes. E este não é o problema. A principal questão é: como reduzir esta forma de ser em nossa vida pessoal e profissional?
Primeiro, aprenda a reconhecer em si próprio o comportamento indesejado. Identifique, mesmo que posteriormente, quando agiu de forma a preservar o passado só por que “ele vinha dando certo até agora”.
Segundo, encontre sua própria motivação para agir de forma diferente. Não acredite no poder da orientação externa. Nós agimos segundo nossos valores; nossas crenças no que é certo ou errado; em  nossa forma de ver o mundo. E morremos por isso! Se você tem dúvidas, lembre-se: “O Ministério da Saúde adverte: fumar faz mal a saúde“.  E continuamos fumando!!
Em seguida, centre sua atenção no comportamento que pretende mudar. Mesmo que você não acredite que as coisas devam ser diferentes! É o direito à dúvida que todos temos de exercitar. É o correr o risco de que outras formas de fazer/agir poderão dar resultados melhores. Principalmente, quando não forem as nossas idéias que deverão prevalecer.
No fundo, é como ser criança novamente. Sempre aberto a novas soluções e ávido por experiências novas. É difícil, mas não impossível. Para aqueles que já leram algo sobre o ex-presidente mundial da GE, Jack Welch, sabem que uma das razões do seu sucesso foi acreditar que aprender continuamente é uma necessidade do executivo moderno e que conhecimento não transborda ou ocupa espaço. E que não há tempo, lugar, ou pessoa certa para nos ensinar algo.
Ele deve estar certo! Afinal foi eleito o executivo do século e, através de seu modo de gerenciar a GE, mostrou amplamente que mesmo os “cachorros velhos” podem e devem aprender truques novos. Agora é a nossa vez.