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A Importância da Educação Financeira em Épocas de Crise PDF Imprimir E-mail

Temos acompanhado diariamente as mais diversas informações a respeito da crise financeira mundial.
Demissões em massa, recessão, queda nas exportações, manifestações populares em prol do protecionismo do comércio local, bolsas de valores oscilando como nunca antes de forma que fica impossível prever o que acontecera com nossas ações ate o fechamento do dia.
Diante de tantos acontecimentos as pessoas se perguntam: “Até onde essa crise afetara minhas finanças?”.

Essa pergunta pode ser mais facilmente respondida e compreendida por quem tem uma boa educação financeira. No que diz respeito ao Brasil, infelizmente não recebemos a alfabetização financeira na educação de base e na maioria dos cursos superior e, por conta disso, muitas pessoas têm grande dificuldade em manter suas finanças em patamares aceitáveis, às vezes não sabendo nem ao menos o quanto de sua renda já está comprometida.
Após décadas de inflação galopante, em que dinheiro guardado era sinônimo de desvalorização da moeda ainda persiste a ausência de poupança, conseqüência direta da cultura do endividamento, fortemente reforçada pela mídia ao nos apresentar objetos de desejo que podem ser pagos em dezenas de prestações que “cabem no orçamento”, e o consumidor sem as noções básicas necessárias para pesar o impacto dos juros embutidos nas parcelas acredita estar fazendo um excelente negócio e compromete dessa maneira 100% do seu salário - às vezes ate mais! - em prestações a longo prazo. Muitas vezes o extrato bancário e os comprovantes de compras são deixados de lado e não há acompanhamento da evolução das dívidas através de um orçamento mensal.
Em pouco tempo, o salário torna-se insuficiente para pagar a todas as dívidas assumidas então as pessoas recorrem à rotatividade no cartão de crédito, cheque especial, empréstimos em bancos e financiadoras como se essas fontes não aumentassem ainda mais o problema e, percebem pasmos ao receber a fatura do cartão de crédito, o boleto da financiadora ou cobrança bancária que estão envolvidos em uma “bola de neve” que não para de crescer. Todo esse desgaste tem como conseqüências a baixa da produtividade no trabalho, depressão, conflitos familiares entre outras, e o resultado são várias pessoas pedindo acordos de demissão acreditando que com as verbas rescisórias irão honrar seus compromissos, sem se dar conta de que a solução real para o problema financeiro é a mudança de atitude em relação aos gastos e poupança.
O primeiro passo  para essa mudança é a educação financeira que nos ensina a utilizar o dinheiro de forma inteligente, apresentando noções de gasto real como, por exemplo, a porcentagem de juros e tarifas que pagamos ao mês/ano, a porcentagem da renda que podemos comprometer e a porcentagem que devemos poupar, bem como o cálculo dos rendimentos da poupança e investimentos, utilizando o bom senso para administrar nosso dinheiro a curto, médio e longo prazo  para garantir um futuro mais tranqüilo e confortável. 
Cabe a nós buscar alternativas para suprir essa falta de informações tão importantes quanto as que dizem respeito à educação financeira, através de cursos presenciais ou à distância (excelentes para quem necessita praticidade e flexibilidade de tempo), livros, palestras e sites que tratam de economia sempre buscando fontes confiáveis, devemos disseminar essas informações a nossa família, para que envolvidos partilhem conosco os princípios da boa saúde financeira.