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Estratégia Organizacional: de competitiva para cooperativa PDF Imprimir E-mail
Escrito por Geraldo Gonçalves Jr.   
O fim da década de 70 marcou o início de um período de turbulência mundial: as crises do petróleo,  a revolução da informática, a mudança dos padrões de comércio mundial e, como a mais surpreendente à época, a quebra da hegemonia econômica Norte-americana com o despontar do Japão como potência industrial.
Estabelecendo um novo modelo estratégico, baseado nas grandes corporações, forte apoio governamental e cooperação irrestrita dos diversos segmentos nacionais e industriais, o Japão logrou êxito em todos os continentes, descambando as empresas norte-americanas em seu próprio território, surpreendendo-as com práticas administrativas e processos produtivos inovadores.
Liderando a reação desencadeada por diversos países, Michael Porter estabelece, no início dos anos 80, as principais referências para as organizações através dos princípios de Vantagem e de Estratégia Competitiva. Adequado ao momento, o estabelecimento dos conceitos de competitividade permitiu que a indústria ocidental pudesse adequar-se a nova realidade através do estabelecimento de uma postura agressiva na disputa dos mercados. Trouxe, como resultado, a formação de uma mentalidade predadora e oligopolista, com conseqüências danosas para aquelas empresas e mercados que, por suas características peculiares, têm maior escassez de recursos.
Como sobreviver neste contexto, onde os mais fortes estabelecem as regras do jogo? E esta será mesmo a melhor forma de jogar? Analisando as complexas situações criadas pela competitividade exacerbada, torna-se claro a necessidade de estabelecer um novo padrão de estratégia, onde todos possam ganhar: a estratégia cooperativa.
Pesquisadores renomados, como C. K. Prahalad, apontam o modelo cooperativo como sendo a solução do impasse para a sobrevivência estabelecida no mercado. O exemplo? O crescimento auto-sustentado da Itália, baseado na formação de cooperativas de empresas, capazes de alavancar suas potencialidades individuais e de conquistar novos mercados e, principalmente, de ampliar os já existentes. Ao invés de centrar a ação na superação da concorrência, o foco passa a ser o de estabelecer relacionamentos capazes de aumentar o conjunto de oportunidades.
Contudo, muitos administradores ainda resistem a esta idéia e se envolvem em uma disputa onde só há perdedores. Como traduzir em realidade conceitos tão complexos? Quais os passos que poderão ser dados com segurança? Como criar relacionamentos cooperativos efetivos? Para os mais incrédulos quanto a possibilidade da convivência com a concorrência ser benéfica, e lucrativa, basta olharmos os Shoppings.  Será que isoladas as lojas teriam a mesma lucratividade?